quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Cultura inútil: Moralismo e moralistas

Por Mouzar Benedito, no Blog da Boitempo:

Estamos num tempo em que se fecham exposições “imorais”, se proíbe peças de teatro “ofensivas”… E os moralistas que promovem isso fecham os olhos para um governo imoral, veem seus líderes políticos cometendo imoralidades imensas (ferraram outros por muito menos) e ficam de bico calado, fazem parte dos 3% da população que aprovam um governo que acaba com direitos sociais, entregam o país à sanha negocista, promovem a entrega de reservas ambientais e indígenas aos sanguessugas do agronegócio…

E daí?

A ficha corrida de João Doria (em 22 itens)

Por Eduardo Hegenberg, no site Jornalistas Livres:

João Doria não esconde de ninguém que irá deixar no ano que vem o posto de garoto-propaganda da prefeitura (já que o cargo de prefeito jamais assumiu) para disputar a presidência da república. Ambição à qual devemos expressar o nosso mais sincero respeito. Afinal, é preciso admitir, João Doria atende com distinção os requisitos para a posição: seu currículo é de causar inveja aos mais gabaritados sanguessugas do Planalto. Um natural sucessor ao presidente Michel Temer, sem nada a dever em matéria de sobreposição do público com o privado, associação com os piores estratos da elite empresarial e arsenal infalível de manobras para abafar as ilegalidades.

Profecia de Jucá falha com Aécio Neves

Por Katia Guimarães, no blog Socialista Morena:

Um dos principais personagens do golpe que derrubou a presidenta eleita Dilma Rousseff, o tucano Aécio Neves foi salvo nesta terça-feira, 17 de outubro, pelo plenário do Senado, que rejeitou, por 44 votos a 26, a determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) de afastar o parlamentar mineiro de seu mandato. A postura da Casa foi totalmente inversa à decisão tomada no caso do ex-senador Delcídio do Amaral, então no PT, que teve sua prisão mantida pela maioria absoluta dos senadores em 2015. É que tucano tem foro “diferenciado”.

Anticomunismo ainda cega os militares

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                                 
Como não consegue ver um palmo além do nariz, a mídia monopolista interpretou como uma manifestação de revolta contra a corrupção generalizada o recente assanhamento golpista dos militares. Nada mais falso.

Ressalvadas todas as exceções - eu mesmo sou testemunha da retidão moral de um irmão militar e de meu falecido pai, veterano da FEB-, mas desde quando os militares têm autoridade para posar de paladinos da lisura no trato da coisa pública?

Sob o escudo protetor da censura, sabe-se que a corrupção correu solta durante a ditadura. Uma ínfima minoria de casos veio a público depois que a imprensa, mesmo amordaçada, furou o cerco e conseguiu denunciar escândalos como as tenebrosas transações (salve Chico Buarque de Holanda) reveladas pelos escândalos Coroa-Brastel e Delfim.

O Senado na terra do salve-se quem puder

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A sabedoria popular ensina que em casa onde falta pão todo mundo briga e ninguém tem razão. No Brasil de 2017, o desemprego em alta e o salário em baixa explicam a falta de pão à mesa de muitos brasileiros.

Mas não é a única carência essencial. Também falta o pão da política civilizada, que são princípios e valores democráticos.

Um ano e seis meses depois do golpe que afastou Dilma Rousseff, as sucessivas operações de guerra para construir uma ordem econômica e política em desacordo aberto da vontade da maioria da população transformaram a Constituição num farrapo sem valor real, que cada parte procura utilizar de acordo com a própria conveniência, o que pode variar de acordo com o momento e o personagem envolvido.

Os interesses da mídia monopolista


O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé preparou um ciclo de debates que marcam a Semana Nacional pela Democratização da Comunicação, que vai até o próximo sábado (21). O encontro de abertura, na noite desta segunda-feira (16), tratou o tema Crise Política e o Papel da Mídia. Fizeram parte da mesa a ex-diretora executiva do jornal Folha de S.Paulo Eleonora Lucena, o autor do blog Escrevinhador, Rodrigo Vianna, e o editor do portal Vermelho, Inácio Carvalho.

Os mortos governarão os vivos?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

As decisões do Supremo e do Senado completaram o império, na classe média, de que “todos eles são iguais” em relação aos políticos.

A sobrevivência de Michel Temer e de Aécio Neves, ainda que na condição de zumbis, despertando o asco quase unânime da opinião pública, claro, representa a degradação da política.

Ao mesmo tempo, reduz a menos do que pó a legitimidade do Congresso que destituiu o governo eleito e enfia todo o golpismo num saco só, e de odor insuportável.

Destrói qualquer possibilidade de que, no conglomerado governo-PMDB-PSDB, surja uma candidatura viável para 2018, ao menos neste momento.

Aécio teve a vitória amarga dos canalhas

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

A imagem definitiva da saga de Aécio Neves é a dele na janela de sua casa em Brasília, no Lago Sul, logo após o resultado da votação no Senado que o livrou do afastamento, olhando a movimentação na rua.

A foto, assinada por Natália Lambert, retrata o que restou do senador tucano: um pária, salvo por seus cúmplices, com medo da vida real.

Blindado pelos colegas, Aécio não poderá aparecer em público tão cedo. A antiga promessa da direita foi reduzida a um jagunço dedicado a salvar a própria pele, refém de si mesmo.

Faz sentido um trabalhador ser de direita?

Por Pedro Breier, no blog Cafezinho:

A galera da pelada de segunda-feira aqui em São Paulo me “zoa”, como dizem os paulistanos, por ser de esquerda.

Eu normalmente respondo com uma pergunta: tu é trabalhador? Após a resposta positiva, eu aviso que a pessoa deveria, então, ser de esquerda.

O governo Temer, explicitamente de direita, comprova perfeitamente a validade da teoria de que se a pessoa pertence à classe trabalhadora, deveria ser de esquerda.

O fascismo vem aí?

Por Gustavo Noronha, no site Brasil Debate:

Quase todas as análises possíveis do tamanho do estrago do golpe em qualquer possível projeto de país já foram feitas. Os impactos da Emenda Constitucional nº 95 transcendem os limites do absurdo. Nenhuma área foi poupada dos cortes e isso implica um teto de gastos ainda mais baixo do que o antes imaginado. A contrarreforma trabalhista e terceirização irrestrita foram aprovadas sem dificuldades e a contrarreforma da previdência continua na pauta. A agenda das privatizações avança para sua pauta máxima. Para além da Eletrobras, a venda da Petrobras já foi lançada ao vento por um ministro enquanto o mercado especula que o Banco do Brasil também sairá do controle do Estado.

Nutricionistas criticam "ração do Doria"

Por Eliane Gonçalves, no jornal Brasil de Fato:

Segundo a prefeitura de São Paulo, o programa foi criado para combater o desperdício de alimento, ao mesmo tempo que garante os nutrientes para as pessoas de baixa renda.

Para isso, um grupo especializado em liofolização, que é a desidratação de alimentos, a Plataforma Sinergia, vai transformar produtos próximos a data de vencimento em um granulado que depois será distribuído para a população carente. O produto vai passar a integrar as cestas básicas distribuídas pelos Centros de Referência de Assistência.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

A luta pela anulação do impeachment

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff pedirá ao Supremo Tribunal Federal que o conteúdo da delação premiada do doleiro Lúcio Funaro seja incluído no mandado de segurança que ela impetrou no dia seguinte à aprovação de seu impeachment, em 1º de setembro de 2016.

O processo em que Dilma pede a anulação do seu impeachment ainda não julgado pelo STF após mais de um ano engavetado naquela Corte.

Em vídeo divulgado pela Câmara dos Deputados, Funaro afirma ter dado R$ 1 milhão em 2016 para o então presidente da Câmara Eduardo Cunha “comprar” votos a favor do impeachment de Dilma. Funaro disse que recebeu mensagem de Cunha, dias antes da votação no plenário, pedindo doação para o caixa do suborno de seus pares na Câmara.

Venezuela dá uma lição de democracia

Foto: Correo del Orinoco
Editorial do site Vermelho:

Uma vitória da “paz e da democracia” – estas foram as palavras usadas pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao falar sobre o resultado das eleições para governadores deste domingo (15).

São palavras que revelam a intenção política de superar a grave crise que o país vive, protagonizada por uma oposição que beira ao fascismo e rejeita regularmente os resultados das urnas. Atitude antidemocrática que se repetiu agora quando o dirigente da oposicionista Mesa da Unidade Democrática (MUD), Gerardo Blyde, anunciou não reconhecer o resultado e, alegando “irregularidades”, vai pedir uma auditoria sobre eles.

Mídia sustenta o golpe e agrava a crise

Foto: Anderson Bahia
Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

O papel da mídia na crise política pela qual passa o país foi tema de discussão na noite desta segunda-feira (16), em São Paulo. Os jornalistas Eleonora de Lucena, Rodrigo Vianna e Inácio Carvalho participaram da mesa de abertura de Ciclo de Debates promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé durante a Semana Nacional pela Democratização da Comunicação que, neste ano, ocorre entre 15 e 21 de outubro.

As violações à liberdade de expressão

Do site do FNDC:

Na semana em que a campanha Calar Jamais! completa exatamente um ano de lançamento, o Fórum Nacional pela Democratização (FNDC) publica o balanço das violações à liberdade de expressão registradas ao longo desse período. O relatório “Calar Jamais! – Um ano de denúncias contra violações à liberdade de expressão”, disponível em versão digital, documenta cerca de 70 casos apurados, organizados em sete categorias: 1) Violações contra jornalistas, comunicadores sociais e meios de comunicação; 2) Censura a manifestações artísticas; 3) Cerceamento a servidores públicos; 4) Repressão a protestos, manifestações, movimentos sociais e organizações políticas; 5) Repressão e censura nas escolas; 6) Censura nas redes sociais; e 7) Desmonte da comunicação pública.

Temer e o chicote na mão do capital

Por Adilson Araújo, no Blog do Renato:

Imbuído de impor uma agenda retrógrada e de total desmonte dos direitos sociais e trabalhistas, o governo Michel Temer, através do Ministério do Trabalho, avança mais uma vez contra a classe trabalhadora ao publicar portaria que dificulta a caracterização do trabalho escravo no Brasil.

O que testemunhamos é uma ofensiva sem limites contra o nosso povo. Essa decisão não só atende aos interesses daqueles que exploram de forma desumana a classe trabalhadora, como dificulta a fiscalização dos que ainda hoje são condenados a condições de total precarização.

Bolsonaro: fascismo à moda do 1%

Por Antonio Martins, no site Outras Palavras:

Os monstros surgem nos interregnos – quando o velho ainda não sucumbiu e o novo não nasceu completamente –, escreveu Antonio Gramsci, em meio à ascensão de Mussolini. O árduo cenário brasileiro foi marcado, esta semana, pelo fortalecimento de Jair Bolsonaro, o candidato fascista às eleições de 2018. Ele está neste momento nos Estados Unidos. Anima reuniões de direitistas de churrascaria, homens de acaju e loiras de farmácia que o chamam de “mito”. Mas não viajou para isso. Terá, em Boston e Nova York, encontros com grandes investidores. O homem que defendeu o fechamento do Congresso e a tortura; e que continua dizendo, aos fanáticos de Miami, que dará carta branca aos policiais para matar, está se convertendo numa opção firme dos mercados financeiros – que alguns veem como muito sofisticados – para governar o Brasil. Como isso é possível? E quais os caminhos pra enfrentar Bolsonaro?

Gentili, Lava-Jato e os reflexos da mídia

Jornalistas debatem papel da mídia no golpe

Por Renato Bazan, no site da CTB:

Três jornalistas essenciais para a imprensa progressista se reuniram na noite desta segunda-feira (16) para falar do papel da mídia na política: Eleonora de Lucena, ex-editora executiva da Folha de S.Paulo; Inácio Carvalho, editor do Portal Vermelho; e Rodrigo Vianna, autor do blog Escrevinhador e diretor do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

O encontro inaugura o ciclo de palestras organizado pelo Barão de Itararé para comemorar a Semana Nacional pela Democratização da Comunicação, e aborda um dos três aspectos centrais dos debates conjunturais frente ao golpe de 2016: a atuação da imprensa, a atuação da equipe econômica e a atuação do Judiciário. Você pode assistir à íntegra do primeiro debate [aqui].

Senado pode se impor sobre o Supremo

Por Luís Nassif, no Jornal GGN:

Há uma boa possibilidade de que o Senado cumpra com seus deveres e vote contra Aécio Neves na votação desta terça feira.

A primeira razão é o fato do STF (Supremo Tribunal Federal) ter abdicado de suas obrigações de julgar e transferido a batata quente para o Senado. Será a oportunidade do Senado demonstrar que tem autorregularão. A degola de Aécio será uma demonstração irretorquível da superioridade moral do Senado sobre o STF, afastando vez por todas os riscos da ditadura do Judiciário.

Maia já fala de pós-Temer com aliados

Por Renato Rovai, em seu blog:

O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ) já trata o presidente Michel Temer como adversário político e não mais como aliado, garantem fontes acessadas pelo blogue neste final de semana.

A crise entre ambos vem aumentando de temperatura a cada dia. Uma das pessoas que têm conversado com Maia disse ao blogue que “antes eles estavam numa guerra de baixa intensidade, agora virou sexo explícito”.

Lamarca: homenagem ao capitão da guerrilha

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

No marco dos 80 anos de seu nascimento, o legado do militar e guerrilheiro Carlos Lamarca será tema de homenagem e debate no dia 23 de outubro, em São Paulo. A atividade, agendada para a data de aniversário de um dos principais ícones da luta contra a ditadura no Brasil, acontece na Fundação Lauro Campos (Alameda Barão de Limeira, 1.400, Campos Eliseos), a partir das 19h. A entrada é livre.

Temer “acaba” com o trabalho escravo

Do site da Comissão Pastoral da Terra (CPT):

Em Nota Pública, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), através de sua Campanha de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo, e a Comissão Episcopal Pastoral Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB, se manifestam sobre a Portaria do Ministério do Trabalho que "numa só canetada, elimina os principais entraves ao livre exercício do trabalho escravo tais quais estabelecidos por leis, normas e portarias anteriores". Confira:

Temer foi derrotado na Venezuela

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Com uma diplomacia desastrada, dedicada a exportar métodos golpistas pelos países vizinhos, neste domingo Michel Temer conseguiu sofrer uma derrota colossal na Venezuela, onde o governo Nicolas Maduro venceu 17 das 23 disputas para governos estaduais.

Colocando-se na posição de adversário declarado de Maduro, depois da posse de Temer o governo brasileiro assumiu uma arrogância exótica de subimperialismo. Mantendo a postura de braço auxiliar e fiel de Washington, recusou até a sentar-se à mesa de um grupo de países que procura achar uma saída negociada para a crise interna da nação vizinha – atitude irracional para um país que sempre teve um papel reconhecido como liderança regional, como Celso Amorim, chanceler entre 2003 e 2011, denunciou em entrevista ao 247.

A crise política e o papel da mídia

Brasília ferve com denúncias contra Temer

Por Hylda Cavalcanti, na Rede Brasil Atual:

A semana começa quente – com previsão de temperatura de até 39 graus e umidade relativa do ar de 11% – e turbulenta na capital federal. O Senado se prepara para definir a situação do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Na Câmara, será votado o relatório da Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ) sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer por obstrução de justiça e formação de quadrilha.

A migração tucana para Bolsonaro

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Não são as aves de grande plumagem.

Mas a migração das cambaxirras que saltitavam em volta do PSDB – primeiro de Aécio, depois de Dória – começam a ir ciscar próximo a Jair Bolsonaro.

Taís Bilenky, hoje, na Folha, registra que:

Nas últimas duas semanas, o MBL, importante impulsionador de Doria nas redes sociais, tem dedicado espaço a Bolsonaro em tom elogioso.

Há poucos dias, publicou foto do deputado com a palavra “Golaço!” em letras garrafais. Enumerou bandeiras do pré-candidato como “solução para a questão indígena que não afete o agronegócio”.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Clã Bolsonaro enriqueceu no poder público

Por Marcos Sacramento, no blog Diário do Centro do Mundo:

Dono de pautas genéricas e de apelo popular como “combate à corrupção”, defesa dos “valores cristãos” e de leis mais rígidas para punir criminosos, Jair Bolsonaro é ídolo de uma massa pouco instruída politicamente e revoltada com o que ele chama de “políticos tradicionais”.

Contudo, uma análise nas últimas declarações de bens do deputado federal indica que o maior compromisso do patriarca do clã político Bolsonaro é com a própria saúde financeira.

De acordo com dados do TSE, entre os pleitos de 2010 e 2014 a renda do parlamentar subiu 97%, já levando em consideração os efeitos da inflação sobre o valor declarado em 2010.

Lava-Jato paga propina milionária à mídia

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

A entrevista do consultor Mario Rosa já foi reproduzida em vários sites. Eu tinha que dar um título mais impactante, e ao mesmo tempo mais verdadeiro, porque é disso que se trata. Rosa faz uma denúncia óbvia, que está a vista de todos.

Imagina se o Ministério do Desenvolvimento “vazasse” informações sobre comércio exterior apenas para jornalistas que falassem bem do governo? Não seria um escândalo? Não seria considerado corrupção?

A tragédia do reitor e a de todos nós

Por Reginaldo Moraes, no site Brasil Debate:

Em meados de 2013, um ano antes do deslanche da Lava Jato, o assim chamado juiz Moro julgou outro processo, ou melhor, um outro evento político mal-travestido de judicial, a operação Agro-Fantasma. Sob alegação de irregularidades no Programa de Aquisição Alimentar, um grande numero de agricultores familiares foram presos. Mas foram declarados inocentes agora, em 2017. Fez-se a justiça, dirão alguns. Será? Afinal, com esses 4 anos de martírio, o processo mambembe destruiu a vida deles e sabotou o próprio programa.

Alexandre Frota e a Justiça às avessas

Por Frei Betto

O ator de filmes pornô, Alexandre Frota, declarou em programa de TV, em 2015, que estuprou uma mãe de santo até ela desmaiar. Como era de se esperar, Eleonora Menicucci, então à frente do Ministério das Mulheres, repudiou a apologia ao crime.

Em maio de 2016, o ministro da Educação do governo Temer, Mendonça Filho, recebeu em audiência Alexandre Frota, para ouvir propostas para a educação básica e defender o projeto “Escola sem partidos” (exceto os conservadores).

Dilma vai pedir anulação do impeachment

Do site da Dilma:

1. Desde o início do processo de impeachment, a defesa da presidenta eleita Dilma Rousseff tem sustentado que o processo de impeachment que a afastou da Presidência da República é nulo, em razão de decisões ilegais e imorais tomadas pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e por todos os parlamentares que queriam evitar “a sangria da classe política brasileira”.

2. Agora, na delação premiada do senhor Lúcio Funaro, ficou demonstrado que o ex-deputado Eduardo Cunha comprou votos de parlamentares em favor do impeachment.

O preço do impeachment e o valor do STF

Por Jeferson Miola

Lúcio Funaro adicionou novas informações sobre o preço que Cunha, Temer, Padilha, Geddel e outros golpistas peemedebistas e tucanos pagaram para a aprovação do impeachment fraudulento.

O operador da organização criminosa revelou que Eduardo Cunha lhe pediu R$ 1 milhão para comprar o voto de alguns deputados a favor da fraude, quando o processo já tramitava na Câmara.

Além deste valor, e antes disso, outras dezenas de milhões de dólares foram investidas na conspiração que derrubou a Presidente Dilma – sabe-se hoje, uma cifra bastante superior àquela “sobra”/“troco” de R$ 51 milhões guardados num apartamento pelo ex-ministro Geddel:

O que o povo faz nas ruas para sobreviver

Delação de Funaro escancara papel de Temer

Ilustração de Cláudio Aleixo
Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Os dez anexos da delação de Lúcio Bolonha Funaro só não convencem quem não quer ser convencido - como o relator na CCJ da Câmara, Bonifácio Andrada - de que Michel Temer e seus comparsas do PMDB e alhures formaram uma organização criminosa para “arrumar dinheiro”, e de que nela o ocupante do Planalto tinha um papel preponderante. A Orcrim, sua estrutura, seus integrantes e seus crimes são descritos com uma exuberância que produz gastrite no final da leitura.

Eles só pensavam naquilo. Relativamente ao crime de organização criminosa, é na delação de Funaro, e não nas gravações de Joesley Batista, que se baseia fundamentalmente a acusação contida na segunda denúncia de Rodrigo Janot. Por ser tão clara a demonstração da acusação, os deputados que votarem contra a denúncia, ajudando Temer a escapar, não escaparão do castigo dos eleitores e muito menos do julgamento da História. Terão votado sabendo exatamente o que faziam.

Danilo Gentili e a demissão na 'Folha'

Do site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo:

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiam veementemente a perseguição contra o jornalista Diego Bargas, por incitação do humorista Danilo Gentili, e, em seguida, a sua demissão do jornal Folha de S.Paulo.

A demissão ocorreu poucas horas depois de Gentili, em rede social, ter incitado a perseguição ao jornalista, após a publicação de matéria assinada por Bargas, “Comédia juvenil ri de bullying e pedofilia”, sobre filme concebido e estrelado por Gentili. A matéria foi publicada na última sexta-feira (13), na Folha de S.Paulo. Após a publicação, no início da tarde, o humorista reagiu incitando o ódio na internet e estimulando seus mais de 15 milhões de seguidores no Twitter a perseguir Bargas. O jornalista passou a sofrer ofensas e xingamentos em todos os seus perfis em rede social.

domingo, 15 de outubro de 2017

Folha tem medo da guerrilha trabalhista

Por Altamiro Borges

A Folha de S.Paulo, que sempre teve o rabo preso com os patrões, está preocupada com as anunciadas reações à chamada reforma trabalhista, que entrará em vigor em 11 de novembro. As centrais sindicais prometem protestos em todos os Estados e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) acaba de aprovar em seu congresso uma resolução orientando juízes, procuradores e advogados a se insurgirem contra as ilegalidades da “deforma”, que elimina 100 direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Temendo a resistência, o jornal publicou neste sábado (14) editorial, intitulado “Guerrilha trabalhista”, em que ataca os que se contrapõem à regressão em curso. A famiglia Frias não tergiversa na defesa dos seus interesses de classe.

Reprovada na USP, Janaina tem grana do PSDB

Por Altamiro Borges

Em entrevista ao jornal Estadão nesta quarta-feira (11), a advogada Janaina Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, afirmou que está sendo vítima de perseguição política. O motivo da lamúria foi a sua reprovação, em último lugar, em um concurso para professora titular na Universidade de São Paulo (USP). Magoada, a estridente musa da direita afirma que entrará com recurso contra o resultado do exame. Dá até vontade de chorar! A sorte é que ela ainda deve ter alguma sobra daqueles R$ 45 mil que o PSDB lhe pagou para sabotar a democracia nativa. Ela até pode usar parte desta grana – sem entrar no mérito da origem do dinheiro investido pela turma da mala do cambaleante Aécio Neves – para anular o concurso.

Geddel some da TV e o irmão foge da internet

Por Altamiro Borges

Na quinta-feira (12), a revista Época postou uma curiosa matéria sobre o irmão de Geddel Vieira, um dos homens de confiança de Michel Temer que está na cadeia. Diz a notinha bem minúscula: “Os seguidores do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) nas redes sociais sentem falta de suas postagens descontraídas. Ele está sumido há mais de um mês. O sumiço coincide com a apreensão de R$ 51 milhões em um apartamento atribuído, pela Polícia Federal, a seu irmão, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, no dia 5 de setembro, em Salvador. Geddel está preso na Papuda, em Brasília. A sua última postagem pública foi no Twitter no 8 de setembro, quando discutiu com um seguidor que o provocou sobre as malas de dinheiro”.

Dia do Professor e os golpes de Temer

Lava-Jato, o reitor e a banalização do mal

Por Luís Nassif, no Jornal GGN:

Assim como o ministro Luís Roberto Barroso, o reitor Luiz Carlos Cancelier de Olivo, da Universidade Federal de Santa Catarina, era advogado. Como Barroso, também era professor. E, da mesma maneira que Barroso, defendia a Lava Jato.

Havia diferenças. As opiniões de Cancelier eram restritas ao seu entorno; as de Barroso ecoam pelo país e servem de ração vitaminada para o fortalecimento da convicção dos pittbulls do direito, de que todos os abusos serão perdoados.

A caçada ao Lula custa caro ao Brasil

João Doria no Réveillon do Alckmin…

Por Renato Rovai, em seu blog:

João Doria é aquele cara que você convida pra passar a festa de Réveillon na sua casa junto com amigos e familiares.

Ele chega conquistando a todos com presentes e palavras elogiosas. Pra cada um tem uma boa história pra contar.

De repente ele vai se embriagando com o sucesso e começa a tomar uns uísques.

Antes do jantar já está falando alto, abraçando todo mundo e de repente começa a falar mal do anfitrião pelos cantos.

Fundamentalismo religioso não é por acaso

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

O professor e juiz de Direito Rubens Casara o disse bem, nos bastidores de uma entrevista com o Viomundo: enganam-se os que acreditam que vivemos um período de exceção, que logo será superado pela “normalidade”.

Todos aqueles que citam a ‘democracia liberal’ como parâmetro - ou princípios que a norteiam, como separação entre os poderes e estado laico, por exemplo - não se deram conta de que entramos numa nova fase, a da pós-democracia.

Foi o que me fez revisitar uma viagem que fiz ao Paquistão, para uma série de reportagens.

Juízes resistem à "reforma" trabalhista

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A melhor novidade política deste final de ano é a ampliação da resistência à reforma trabalhista aprovada pelo Congresso em 12 de julho, numa disputa dramática na qual um grupo combativo de seis senadoras tomou a mesa no Senado numa tentativa desesperada para impedir a votação final.

Ao lado dos protestos sindicais previstos para 11 de novembro, data para a lei 13467 entrar em vigor, a resistência de um setor chamado a desempenhar um papel estratégico na consolidação ou fracasso da reforma ganha impulso cada vez maior – os juízes do trabalho. Eles enxergam contradições insolúveis entre a 13467 e pelo menos três artigos da Constituição Federal – o I, o III e o VII. Também apontam para incoerências da nova lei e tratados internacionais de que o Brasil é signatário e obrigado a cumprir.

Anatomia de um golpe naufragado

Por Flávio Aguiar, na Rede Brasil Atual:

Todo golpe de estado fala em “salvar” alguma coisa: a pátria, a nação, a família, a propriedade, o sistema, a economia (os bancos), a tradição, a moralidade e os bons costumes etc.

Pela primeira vez estamos diante de um golpe que não se propõe a salvar nada. Ao contrário, se propõe a destruir tudo: empregos, investimentos, a educação, a saúde, a Petrobras, o pré-sal (aqui não é destruir, é vender), a capacidade de auto-defesa, a tecnologia e a indústria nacionais, o futuro, a política, as eleições o futuro…

Doria virou ração para cachorro

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Como prefeito, deixo aos paulistanos avaliarem – e parece que a avaliação é cada vez pior.

Mas como marqueteiro, permitam-me, João Doria é uma besta, destes caras que só conseguem ser tão bestas de tão bestas que são de pretender ignorar a história.

Ao inventar o factóide de sua “ração para pobre ” – perdão, alimento liofilizado a partir de comida inviável ao comércio – o botóxico prefeito acabou de por a lápide em cima de sua candidatura.

O apito da panela de pressão nos EUA

Por José Arbex Jr., na revista Caros Amigos:

Em Charlottesville, Virginia, em 12 de agosto, soou o apito da panela de pressão. Bandos raivosos de racistas, xenófobos, fundamentalistas evangélicos e outros que tais, todos brancos, todos armados, alguns trajando uniformes de combate, proclamavam sua orgulhosa adesão aos delírios de Adolf, aos métodos da KKK, aos lemas alucinados anunciados por Donald Trump durante sua campanha à presidência dos Estados Unidos, notadamente o “America first”. Eles fazem parte do movimento Unir a Direita, que convocou a manifestação contra a remoção de uma estátua, erguida numa praça central da cidade, em homenagem ao general Robert Lee, comandante das forças dos estados confederados (favoráveis à manutenção do trabalho escravo) durante a Guerra de Secessão (1861-65). A manifestação, que deixou três mortos e dezenas de feridos, representou um divisor de águas na história contemporânea do país.

Funaro expôs as vísceras do golpe

Por Carlos Fernandes, no blog Diário do Centro do Mundo:

Não que tenha sido qualquer novidade, mas num país onde ainda existe gente que se presta a acreditar que a terra é plana, algumas coisas precisam ser esfregadas na cara.

Assim é com o golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff do poder através do maior consórcio de punguistas, estelionatários, vigaristas e corruptos que se tem notícia na história republicana do Brasil.

Pois bem, se ainda existia alguma dúvida que foi por interesses escusos e pelo poder econômico – e não por um bando de imbecis vestidos de verde e amarelo a idolatrar um pato – que uma presidenta honesta foi deposta, as vísceras do golpe foram manifestas. Mais uma vez.

Leviandade jornalística a serviço do império

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

A batalha mais difícil que teremos de enfrentar, para recuperamos a imagem do país, não é a política, cujo debate, mal ou bem, em virtude da internet, oferece um pouco de pluralidade e, sobretudo, profundidade.

Não é nem mesmo a jurídica, na qual os vencedores de hoje virão a ser os derrotados de amanhã, desde que a verdade, com sua força interna, se imponha sobre as “convicções”.

O front de guerra mais perigoso, mais traiçoeiro, é aquele da imprensa tradicional, porque ela é o instrumento principal do poder ideológico das classes e países dominantes, usado para perpetuar situações de extrema desigualdade que produzem sofrimento e miséria em toda parte.

sábado, 14 de outubro de 2017

DEM desiste de Doria. Acabou a ‘ração”!

Por Altamiro Borges

Metido em mais uma polêmica, a da “ração para os pobres”, o prefeito paulistano João Doria só tem digerido péssimas notícias nos últimos dias. Segundo recente pesquisa do Datafolha, a aprovação do “prefake” turista despencou – de 41% para 32% – e a maioria dos entrevistados rejeitou sua pretensão de abandonar de vez a cidade para se candidatar ao Planalto. Esta ambição também sofreu ataques no próprio PSDB. Alberto Goldman, vice-presidente da legenda e ex-vice-governador de São Paulo, criticou o novato do ninho, que reagiu de forma intempestiva e grosseira, chamando-o de “fracassado” e de “velho que vive de pijamas em sua casa”. A resposta do histórico tucano foi certeira: “Sou velho, mas não sou velhaco”. Para complicar, o Estadão publicou nesta sexta-feira (13) uma notinha que deve ter estragado o botox do ricaço:

Frota ataca MBL, que revida. Alto nível!



Por Altamiro Borges

Reinaldo Azevedo, o pitbull da “Veja” que distribuiu tanta ração à extrema direita nativa com a sua retórica agressiva, acertou ao afirmar que ela é "xucra". Nesta semana, algumas figuras desta turma patética andaram se estranhando. Um grupo ligado ao ator-pornô Alexandre Frota ingressou no Ministério Público Federal com uma denúncia contra o famigerado Movimento Brasil Livre (MBL), que é acusado pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas e estelionato. De imediato, o vereador paulistano Fernando Holiday (DEM) deixou de lado o decoro parlamentar e postou um vídeo detonando Alexandre Frota. A resposta também foi de alto nível. A extrema-direita é, de fato, xucra – idiota, brava e mal-educada.

Funaro detona Temer e Cunha. E agora?

Por Altamiro Borges

Em mais um sinistro vazamento, a Folha teve acesso exclusivo ao vídeo com a “delação” de Lúcio Funaro, o homem da grana do PMDB. Pelo divulgado na sexta-feira (13), o depoimento é explosivo e deve gerar mais desgaste para o já odiado Michel Temer. O delator bota o dedo na ferida, ao tratar de um tema que apavora a quadrilha que assaltou o poder: a atuação lobista no Porto de Santos, antigo “reduto” do usurpador. Segundo o jornal, “o operador Lúcio Funaro disse em sua delação premiada que soube que o presidente Michel Temer pediu ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para defender interesses de empresas portuárias durante a tramitação da MP (Medida Provisória) dos Portos, em 2013”.

"Ração pra pobres": Doria brinca com fogo

Por Gilberto Maringoni, na revista Fórum:

Não sei avaliar a qualidade da ração para pobres lançada por João Doria em vídeo para lá de bizarro. É bem possível que seja uma gororoba indigesta feita para saciar a demagogia endêmica do turista que ora ocupa a prefeitura de São Paulo.

Há algo mais grave na operação marqueteira. É o potencial socialmente desagregador da coisa.

Sem comparações mecanicistas, lembremos de como se deu a Revolta da Vacina, em novembro de 1904, no Rio de Janeiro. Ela irrompeu no bojo da campanha de vacinação obrigatória contra a varíola, dirigida pelo governo federal.

O macarthismo contra Paulo Nogueira Batista

Paulo Nogueira Batista Júnior
Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Paulo Nogueira Batista Júnior, um dos mais brilhantes economistas de sua geração, foi indicado em 2015, pela presidente deposta Dilma Rousseff, para um mandato de seis anos como vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, mais conhecido como “Banco dos Brics”. Pelo regulamento do banco, cada país membro tem um vice-presidente. Temer e Meirelles queriam seu cargo mas, em se tratando de organismo multilateral, não puderam, como no caso do ex-presidente da EBC, Ricardo Melo, mudar a lei para acabar com o mandato. 

A entrega de Base de Alcântara aos EUA

Por Júlia Dolce, no jornal Brasil de Fato:

A possibilidade de que o governo golpista de Michel Temer (PMDB) feche, ainda nesta semana, um acordo de entrega do Centro de Lançamento de Alcântara(MA), aos Estados Unidos da América (EUA), tem preocupado movimentos populares e especialistas que defendem a soberania nacional.

As negociações da utilização da base pelos EUA foram retomadas em 2016, após terem sido barradas no Congresso Nacional em 2001, e negadas em um plebiscito organizado na época. A proposta original pretendia criar uma área de domínio dos Estados Unidos, proibindo a utilização da base pelo Brasil, devido à confidencialidade tecnológica. Um novo texto foi entregue ao governo americano há três meses.