quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Paulo Guedes, o banqueiro do metralha

Por Mauricio Dias, na revista CartaCapital:

O economista Paulo Guedes, um dos fundadores do banco BTG Pactual, do qual se desligou há algum tempo, parece se preparar física e moralmente para participar de uma maratona, ou seja, as eleições de outubro deste ano. Será um embate decisivo marcado pelo golpe que derrubou, em 2016, a presidenta Dilma Rousseff, eleita em 2014.

Recentemente, Guedes, figura conhecida no mundo econômico e empresarial, passou a caminhar pelas manhãs, quase diariamente, no calçadão entre o Leblon e Ipanema, na Zona Sul carioca. Muitas vezes enfrenta o sol escaldante do verão na marcha de insensatez rumo ao pleito.

A luta para democratizar a comunicação

Por Rui Falcão, no site da Fundação Perseu Abramo:

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”- Joseph Pulitzer, 1847–1911.

“A grande imprensa é o aparelho privado de hegemonia do capital”- Gramsci

Atuar para democratizar a comunicação do País é um elemento estratégico para a defesa da própria democracia. Como se sabe, o monopólio dos meios de comunicação (vedado pela Constituição Federal) viola a liberdade de expressão e nega à maioria do povo o acesso à informação e ao conhecimento. Além disso, eles vêm cada vez mais servindo aos interesses políticos e econômicos do grande capital, assumindo o papel de partido político dos conservadores e da direita. Seu papel no golpe contra Dilma foi fundamental.

Caixa luta e resiste, como faz há 157 anos

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Embora a resistência de funcionários da Caixa tenha sido capaz de entrar em 2018 com duas vitórias acumuladas contra esforço permanente de Temer-Meirelles pelo enfraquecimento da instituição, a luta continua.

Neste ano eleitoral, as dezenas de entidades que organizam a campanha "Defenda a Caixa você também" irão se mobilizar junto a eleitores e candidatos. Estão sendo preparadas inserções em rádios e vídeos de personalidades em defesa do papel histórico da instituição. Os candidatos em todos os níveis - presidente da República e governador, senadores e deputados - serão convidados a assinar uma carta compromisso em defesa da Caixa.

Intervenção no Rio vai terminar em tragédia

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

"Estão trazendo o caos para o Estado brasileiro de forma irresponsável. Não tem jeito dessa farsa não terminar em tragédia. E nem de perto vai resolver o problema da segurança pública.” A opinião é de Pedro Serrano, jurista e professor de Direito Constitucional na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), sobre os mandados de busca e apreensão coletivos anunciados pelo governo Temer após a decretação de intervenção no Rio de Janeiro.

Sugestões no combate à violência no Rio

Por Celso Vicenzi, em seu blog:

Não sou especialista, mas será que para resolver a questão da violência no Rio de Janeiro e no Brasil não seria melhor:

- Um exército de mão de obra pedagógica?

- Uma brigada de médicos e enfermeiros?

- Uma força expedicionária para atividades de lazer?

- Um contingente de incentivadores do esporte?

Derrotado na Previdência, Temer reage

Editorial do site Vermelho:

Na iminência da derrota na votação da PEC 287, da Reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados, o presidente golpista Michel Temer decidiu criar um fato novo na conjuntura nacional e decretou intervenção militar no Rio de Janeiro. Esta decisão revelou-se logo uma cortina de fumaça, como a qualificou a nota divulgada pela presidenta do PCdoB, Luciana Santos, e pela pré-candidata presidencial do partido, Manuela D’Ávila. Temer sabe que, com um Estado sob intervenção, não se pode realizar mudanças constitucionais – daí o claro sabor de recuo que há nesta medida, que suspende a tramitação de uma reforma extremamente danosa ao povo brasileiros e oferece ao governo uma saída “honrosa” ante a iminência da derrota parlamentar. 

Bolsonaro, o liberalismo e a democracia

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, no site Carta Maior:

Leio na Folha de S.Paulo: Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, foi aplaudido de pé em evento promovido pelo Banco BTG Pactual. Na plateia, acotovelavam-se investidores e gentes do mercado financeiro. Em sua arenga, relata o jornal, Bolsonaro fez reverências ao credo do liberalismo econômico e teria prometido metralhar a Rocinha, depois de panfletagem aérea ordenando a desocupação da favela.

Militares no Rio: território, miséria e votos

Por Marco Aurélio Cabral Pinto, no site Brasil Debate:

Usualmente, os mais apressados comem cru. Em análise de conjuntura isso é mais do que frequente. A importância de dado acontecimento histórico é função da abrangência e da duração de seus efeitos. Logo, acontecimentos importantes devem se avaliados nos seus desdobramentos. Como tal, compreendem-se os campos de possibilidade abertos para ocorrência de novos acontecimentos.

O Estado do Rio de Janeiro possui o segundo maior conglomerado urbano do país, com cerca de 10 milhões de pessoas. Desde 2015, com a desorganização da economia do Estado, os gestores viram-se diante de aumento sem precedentes na instabilidade dos sistemas públicos. O aumento na informalidade implica historicamente aumento na ilegalidade. Ou seja, desde 2015 o ERJ tornou-se o locus de produção de líderes de máfias locais – das favelas, passando-se pela polícia até o poder central.

Brasil de Temer está ficando ingovernável

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Estamos caminhando celeremente para o caos institucional.

Esta é a conclusão a que cheguei depois de ler o noticiário desta quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018.

Ainda faltam 10 meses, longos 300 dias para acabar o mandato do atual presidente, e o Brasil de Temer ficou ingovernável.

Desde o final da semana passada, como um piloto enlouquecido na cabine de comando, que perdeu todos os sinais de contato com a terra, Michel Temer abriu novas frentes de confronto.

Temer atropela Maia e irrita clube do golpe

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Na semana passada o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou que seu partido, o DEM, teria candidato próprio a presidente e definiria sua posição em março. O único candidato demista que até então existia era ele, embora como lanterninha nas pesquisas, ao lado de Henrique Meirelles. Mas Temer, ao embarcar no delírio da própria candidatura à reeleição, razão da intervenção militar eleitoreira no Rio, em busca de resultados fáceis conversíveis em votos, liquidou com a candidatura de Maia e com a de Meirelles e irritou outros membros da coalizão golpista, inclusive os tucanos de Geraldo Alckmin.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Reforçar a solidariedade à paz na Venezuela

Do site da CTB:

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé sediou nesta terça (20) uma nova reunião do Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela, com representantes de entidades do movimento social, partidos e veículos da mídia alternativa.

O objetivo do grupo fundado no ano passado (leia abaixo o manifesto) é debater ações de solidariedade e apoio à Venezuela que vem sofrendo repetidos ataques da mídia burguesa e amaças de invasão militar pelo governo norte-americano.

As ligações perigosas de Moreira Franco

Por Laura Capriglione, no site Jornalistas Livres:

A intervenção militar no Rio de Janeiro foi articulada por um velho conhecido do crime organizado: Wellington Moreira Franco(PMDB-RJ), ministro da Secretaria-Geral da Presidência e amigo do peito de Michel Temer, que governou o Rio de 1987 a 1991. Nesta terça (20/02) na “Folha”, numa entrevista pra lá de camarada, daquelas que o jornalista levanta a bola para o entrevistado cortar, Moreira Franco fez-se de intrépido e destemido:

Fundações unem-se pela reconstrução do país

Por Cezar Xavier, no site da Fundação Mauricio Grabois:

Fundações ligadas ao PCdoB, ao PT, ao PDT e ao PSol divulgaram texto capaz de unificar diferentes correntes políticas progressistas em torno da defesa de um novo ciclo de democracia, soberania nacional e progresso. Avanço da excepcionalidade nas práticas institucionais alertam para a necessidade da unificação e mobilização dos setores democráticos.

Durante ato político que lotou um plenário da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (20), quatro entidades partidárias lançaram o manifesto Unidade Para Reconstruir o Brasil, que unifica o esforço de legendas progressistas em prol de um novo projeto de desenvolvimento para o país.

A intervenção no Rio e sua face lucrativa

Por Artur Araújo, no site Outras Palavras:

Primeiro se provoca uma gigantesca recessão, com a desculpa de controle da inflação. O resultado é o único possível, a arrecadação tributária despenca e os investimentos e despesas do Estado têm que ser drasticamente reduzidos. Os verdadeiros objetivos - ampliação do desemprego para redução forçada do preço do trabalho humano e colapso proposital do setor público como “prova” de sua ineficácia estrutural - ficam mascarados.

Aí vem o segundo passo, o famigerado “teto de gastos” via emenda à Constituição, que fixa a base dos dispêndios em um patamar calculadamente deprimido. A continuidade de um Estado Nacional sem poderes de investimento e de prestação de serviços decentes está assegurada, independente do cenário econômico. Exige-se de municípios e estados engessamento idêntico.

Manipulação de Temer remete ao real de FHC

Por Bepe Damasco, em seu blog:

É difícil traçar paralelos, no tocante aos respectivos conteúdos, objetivos e alcance, entre um plano econômico nacional e uma intervenção militar na área da segurança pública de um determinado estado. No entanto, no que se refere à estratégia político-eleitoral e ao massacrante apoio da mídia monopolista, são inegáveis os pontos de interseção entre o Plano Real que catapultou Fernando Henrique Cardoso à presidência na eleição de 1994 e a cartada eleitoreira e autoritária do presidente ilegítimo em 2018.

A intervenção militar e a fazenda de Aloysio

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Em junho 2009, um caso de apreensão de entorpecentes surgiu e desapareceu de forma fulminante.

Aconteceu numa fazenda em Pontalinda, perto de São José do Rio Preto, interior de São Paulo.

Numa quinta feira de maio, a polícia encontrou um tambor de leite com 19 quilos de pasta base de cocaína, 515 gramas de crack e 13 cartuchos para pistola.

O dono das terras era o tucano Aloysio Nunes Ferreira Filho, então secretário da Casa Civil do governo de SP, hoje chanceler da República (sic).

Você sabe o quê derrubou a inflação?

Por Juliane Furno, no jornal Brasil de Fato:

“Recessão e desemprego derrubam inflação e devolvem o poder de compra aos brasileiros”. Essa frase, veiculada no Jornal da Globo News, surtiu ironias e piadas na internet em abril de 2017. Seria menos trágica se não fosse tão verdadeira. O problema do enunciado é a ausência de problematização política.

Inflação é um fenômeno econômico que decorre da “Lei da Oferta e da Procura”. Por exemplo, se na feira tem poucas pessoas que oferecem tomate e muitas pessoas que querem comprar, o seu “preço” vai aumentar. Se, por outro lado, de uma hora para outra, a tarifa da energia elétrica subir, isso impactará na inflação pois quase todos os produtores vão repassar esse aumento da conta de luz no preço final das suas mercadorias.

Aspectos geopolíticos da intervenção no RJ

Por Marcelo Zero

I- Desde a década de 1980, com intensificação na década de 1990, os governos dos EUA passaram a pressionar os governos da América Latina, no sentido de que as forças armadas da região passassem a atuar em segurança pública, mais especificamente no combate ao narcotráfico, tema muito sensível nas eleições daquele país.

II- Essa pressão obedecia a dois propósitos: em primeiro lugar, auxiliar as forças norte-americanas a reduzir o afluxo de entorpecentes aos EUA e, com isso, aumentar os preço das drogas vendidas naquele mercado, diminuindo, dessa forma, o consumo local.

A família Marinho e a intervenção no Rio

Por Renata Mielli, no site Mídia Ninja:

Um ditado popular bem conhecido por aqui é “nunca cuspa no prato que você comeu”. Digamos que ele é uma maneira bem tosca de dizer que é preciso sempre manter a gratidão para os que te ajudaram. Nos dez mandamentos da Família Marinho, este talvez seja o número 1.

As organizações Globo cresceram de mãos dadas com a ditadura militar. Ela serviu ao projeto de unificação nacional promovido pelos generais do Brasil grande. Foi a correia de transmissão e legitimação do poder autoritário e se beneficiou disso.

Veja, Época e IstoÉ: a mesma capa

Além de Veja, Época e Istoé, a econômica Istoé Dinheiro
também trouxe a propaganda estatal
Da revista CartaCapital:

A última edição de três das quatro principais revistas semanais brasileiras, Veja, Época e IstoÉ, exibem uma interessante coincidência nas capas, tomadas por uma propaganda do governo federal em defesa da reforma da Previdência. A econômica Istoé Dinheiro também foi às bancas com a capa publicitária.

O anúncio mostra a logomarca do governo federal e traz um aviso de que se trata de uma sobrecapa publicitária, mas páginas nas redes sociais que criticam a cobertura da mídia não pouparam a incrível "coincidência". No anúncio, a foto de um menino e o texto "Reforma da Previdência hoje para ele se aposentar amanhã".