terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Os três pecados mortais da sentença de Moro

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Dentro de poucas horas os três desembargadores de Porto Alegre dirão se o Brasil se manterá na trilha democrática, já esburacada pelo golpe de 16, ou se enveredará de vez pelo caminho escuro do novo autoritarismo, em que a Justiça se presta ao controle da vontade popular, condenando um candidato sem prova inconteste, para tirá-lo do páreo. Isso é o que enunciam juristas brasileiros e estrangeiros, alguns renomadíssimos, como Ferrajoli e Zaffaroni. Isso é que desperta e move manifestantes em defesa do ex-presidente Lula, não só em Porto Alegre, mas no Brasil todo e em muitas cidades do mundo. 

Mídia só gosta de protesto da direita

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

O Brasil se aproxima de um momento histórico que definirá o futuro do país na próxima década. Na semana que entra, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região irá julgar recurso do ex-presidente Lula contra condenação que lhe foi imposta pela 13ª Vara Federal de Curitiba em julho do ano passado sob acusação de ter recebido um apartamento “tríplex” no Guarujá (SP) como “propina” da empreiteira OAS.

Antes de prosseguir, vale citar o fato de que as “provas” usadas para condenar o ex-presidente são

Eleição sem Lula é golpe

Por Breno Altman, em seu blog:

O julgamento recursal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é apenas um divisor de águas para a disputa presidencial de 2018. A decisão a ser proferida pelos desembargadores, até agora contaminada por atropelos e arbitrariedades, terá graves consequências sobre a ordem política fundada em 1988.

Eventual confirmação da sentença exarada pelo juiz Sergio Moro, condenando o líder histórico do PT, buscando tirá-lo do páreo eleitoral, representará o último prego no caixão da 6ª República, da Constituição que lhe deu origem e do regime democrático conquistado há trinta anos.

Facebook Kids: agora, em busca das crianças

Por Roberto Gonzalez, no site Outras Palavras:

Nos últimos meses, as empresas de redes sociais têm passado por escrutínios cada vez mais rigorosos por parte dos críticos de mídia, grupos de vigilância e comitês do Congresso dos Estados Unidos.

A maioria das críticas gira em torno de como Facebook e Twitter facilitaram a propagação de mensagens sediciosas criadas por agentes russos durante as eleições presidenciais dos EUA em 2016, com o intuito ostensivo de polarizar os eleitores americanos. Anúncios de autoatendimento, “bolhas de filtro” e outros aspectos das redes sociais tornaram a manipulação das massas fácil e eficiente.

Só ódio aos pobres pode condenar Lula

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Meio século depois de ter surgido na vida pública como a principal liderança operária de nossa história, Lula enfrenta a partir de amanhã uma das mais difíceis etapas de uma existência que teve início na luta pela reposição de perdas salariais de 1974 para questionar a partilha de poder e riquezas, no Brasil e mesmo em escala mundial, com a iniciativa de construção dos BRICs.

O cenário, nós sabemos, é o TRF-4. É ali que, três desembargadores definirão um novo passo - para um lado ou para outro - no destino de Lula.

Lula, a democracia e a legalidade

Editorial do site Vermelho:

A defesa da democracia e da Constituição – este é o sentido maior da mobilização que ocorre nesta semana, com auge no dia 24, em Porto Alegre, contra o julgamento de exceção do ex-presidente Lula e pelo seu direito de disputar a presidência da República.

Toda eleição presidencial, no Brasil, tem girado em torno dos rumos para o país, que se encontra em uma encruzilhada histórica onde há dois caminhos a seguir. Um é o da democracia e seu fortalecimento, com maior protagonismo do povo e a defesa da soberania nacional. O outro caminho é da submissão do Brasil às empresas estrangeiras e ao imperialismo, o predomínio da ganância financeira, a paralisia da economia, o desemprego, a exclusão e ataque aos direitos do povo, o aumento do número de pobres e a inclusão do Brasil no Mapa da Fome da ONU.

Irmão do Jorel e o jornalismo brasileiro

Os abusos da Lava-Jato contra Lula

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Rede Globo é ocupada no Rio de Janeiro

Por Altamiro Borges

Principal protagonista do golpe que depôs Dilma Rousseff e alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer e maior responsável pela campanha de ódio contra o ex-presidente Lula, a Rede Globo agora paga os seus pecados. Na manhã desta segunda-feira (22), a sede da empresa no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, foi ocupada por ativistas dos movimentos sociais. Segundo relato do jornal Brasil de Fato, “cerca de 150 pessoas estão acampadas no prédio da emissora. A ação é organizada por movimentos populares e tem por objetivo denunciar o empenho da emissora na condenação do ex-presidente Lula e da democracia”.

5 bilionários e 100 milhões de miseráveis

Por Altamiro Borges

É público e notório que a cloaca empresarial orquestrou, financiou e incentivou a cavalgada golpista que resultou no impeachment de Dilma Rousseff e na chegada ao poder da quadrilha de Michel Temer. Entidades patronais, como a Fiesp (indústria), a Febraban (banqueiros) e a CNA (ruralistas), distribuíram patinhos amarelos e divulgaram mensagens de apoio ao golpe dos corruptos. Agora, um relatório da ONG britânica Oxfam, que será apresentado no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, ajuda a entender os motivos desta conspiração. A chamada elite – ou “zelite” – quer manter e ampliar os seus privilégios. Ela nunca teve e nunca terá qualquer compromisso com a democracia. O golpismo e o fascismo estão no seu DNA.

Alô, classe média: precarização vai te pegar

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A classe média, tola como é, acha que a precarização do trabalho vai atingir apenas os “inferiores” – faxineiras, vendedores, a turma sem qualificação – faria bem em ler a entrevista do sociólogo Ruy Braga, professor da Universidade de São Paulo, na Folha deste domingo.

Ele antecipa o que, no jornalismo, já sabemos que vem crescendo, a precarização do trabalho: não temos mais emprego, mas apenas trabalho sem direitos, em troca do benefício “imediato” de ser “pessoa jurídica”.

O que está em jogo em Porto Alegre

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

O julgamento de Lula no TRF-4, em Porto Alegre, nesta quarta-feira, é só o cumprimento de um ritual para confirmar sua condenação em segunda instância.

A única dúvida restante é o placar final: 3 a 0 ou 2 a 1 pela condenação.

Lula já estava condenado antes de Sergio Moro anunciar sua sentença no ano passado, a partir do momento em que o juiz se aliou aos procuradores da Lava Jato que fizeram a denúncia do triplex nos interrogatórios do ex-presidente.

UNE instala sede em Porto Alegre

Por Naira Hofmeister, no site Vermelho:

Pela segunda vez em sua história de 80 anos, a União Nacional dos Estudantes (UNE) vai transferir sua sede física de forma temporária para outra localidade. Um ato na próxima segunda-feira, às 13 horas, marcará a instalação da Executiva Nacional na sede do Diretório Central dos Estudantes da Ufrgs, em Porto Alegre.

“Vamos repetir um gesto que fizemos em 1961, durante a Legalidade. Entendemos que estamos vivendo um processo de ruptura democrática muito semelhante àquele e defendemos o direito de Lula ser candidato à presidência da República”, explicou a diretora de comunicação da UNE, Nágila Maria, estudante de psicologia da Universidade Federal da Bahia.


"Coxinhas" se consagram no Carnaval

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Eles deram os primeiros espasmos em 2014, quando mandaram Dilma tomar no c… na abertura da Copa.

Viram que tinham voz e, sobretudo, plateia para exercer sua falta de civilidade, de modos e de inteligência.

Pegaram impulso ao longo dos anos seguintes, puxados pelas milícias do MBL, Vem Pra Rua, Revoltados Online, entre outros.

Invadiram as ruas pelo impeachment, apareceram na televisão, deram entrevistas, ficaram famosos, criaram coreografias vexaminosas.

Os vivos-mortos e a hora do confronto

Por Aldo Fornazieri, no Jornal GGN:

As denúncias envolvendo os mal-feitos de Bolsonaro e de seus filhos representam a queda do último baluarte do golpismo. Em poucos meses, Bolsonaro virará quase nada. Ele foi o último refugio das hordas moralistas iradas que tomaram as ruas para derrubar a presidente Dilma. Foi, sem dúvida, um impressionante clamor por moralidade. Mas foi um movimento comandado por moralistas sem moral, por hipócritas de todas as espécies, por cínicos, por despudorados. Uns queriam o poder para se salvarem. Outros o queriam para continuar na senda do crime e da corrupção. Quase todos queriam bloquear e reduzir as parcas conquistas de direitos e de bem estar por parte dos mais pobres.

Sérgio Cabral e a humilhação escravista

Por Haroldo Lima, no Blog do Renato:

“Verdadeiramente eu vivo num tempo sombrio”, disse Bertold Brecht quando crescia o nazismo na Alemanha. Angustiado, indagava “que tempo é este em que uma conversa sobre árvores chega a ser uma falta, pois implica em silenciar sobre tantos crimes?”. E, inquieto, perquiria aos insensíveis: por que a “frieza baixou” sobre tanta gente?

Tudo isso nos acode quando vemos, a 18 deste mês, em pleno século XXI, o aparato Judicial/Policial Federal do Brasil exibir, abertamente, a todo o país e ao mundo, a cena de uma pessoa, sob sua guarda, sendo humilhada de uma das formas pelas quais o Brasil escravocrata humilhava, bestialmente, os escravos, acorrentando seus pulsos, braços e pés. Porque foi assim que as coisas se deram.

O day after: a esperança assume o comando

Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

Não é fácil voltar a sonhar depois de submergir na escuridão de um pesadelo sem fim.

Na história dos golpes de Estado, a insônia política revira as vísceras da perplexidade e da decepção.

A prostração física e existencial se realimenta das adversidades materiais magnificadas pela ofensiva do algoz.

Frustrações ferem a autoestima coletiva o que não raro esgarça elos pessoais, até os mais estreitos.

Não atinge apenas ‘a companheirada’ - como o acicate conservador rotula a consciência de classe que tanto sabota porque teme.

No caso de Lula, a injustiça é flagrante

Por Guilherme Boulos, na revista CartaCapital:

Na quarta-feira 24, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região julgará o recurso apresentado pelo ex-presidente Lula após a condenação em primeira instância pelo juiz Sergio Moro. Será um momento crucial da vida política brasileira. Os desembargadores estarão diante de uma encruzilhada: sustentar a farsa judicial de Moro ou constatar a absoluta falta de provas e, assim, reverter a decisão.

A ação do Ministério Público Federal, comandada pelo fanático Deltan Dallagnol, e posteriormente a sentença de Moro contra Lula foram evidentemente políticas.

Disputa eleitoral e guerra nas comunicações

Por Laurindo Lalo Leal Filho, na Revista do Brasil:

Entramos em um novo ano eleitoral com mais dúvidas do que certezas. Há quem duvide até da possibilidade de termos eleições presidenciais em 2018. E não é para menos. Volta-se a falar em parlamentarismo, rejeitado duas vezes pelo voto popular em nossa história, mas que ressurge como um fantasma capaz de impedir o livre exercício presidencial, no temor de que este venha a ser conduzido por ideias e ações desenvolvimentistas e populares.

Temer faz declaração de ódio ao trabalhador

Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:

Os brasileiros que adoram encher a boca para falar do “Primeiro Mundo” devem ter lido a notícia publicada recentemente: Alemanha quer reduzir a jornada de trabalho para 28 horas semanais. Os argumentos, como é próprio dos alemães, são estritamente racionais: garantia de pleno emprego, melhoria das condições de vida e solidariedade social. Afinal, com a jornada reduzida, as pessoas teriam mais tempo para cuidar de si e dos familiares mais velhos.